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Final do Campeonato de Futebol – Projeto Butantam

Convidamos a todos para participarem amanhã, dia 24 de junho, às 9h, da Final do Campeonato de Futebol do Projeto Butantam. Além disso, o evento terá brinquedos infláveis, pipoca, algodão doce, frutas e muito mais. O Instituto de Angiologia Brasília é patrocinadora desse projeto de crianças carentes.

Local: QE Área Especial – área de lazer – Guará I

Pedimos a comunidade doação de agasalhos.

Trombose venosa profunda: o que devo saber?

A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma doença que se manifesta de forma aguda, causada pela oclusão súbita de uma veia profunda por um coágulo, causando dor, inchaço e limitação dos movimentos do membro afetado. Esta oclusão súbita impede que o sistema venoso profundo realize a drenagem venosa de forma eficaz. A formação do coágulo dentro da circulação venosa pode ocorrer por diversos fatores: lesão da parede do vaso, estase sanguínea, aumento da viscosidade do sangue ou por fatores genéticos que desencadeiam a coagulação sem necessidade (trombofilias).

Os principais fatores de risco para a TVP são:

  •  Idade acima de 40 anos
  •  História pessoal ou familiar prévia de trombose
  •  Imobilização (paciente acamados, pós operatórios, imobilização de membro para correção de fratura)
  •  Tabagismo
  •  Uso de contraceptivos hormonais ou Terapia de Reposição Hormonal
  •  Gestação, parto e puerério
  •  Pós operatórios de cirurgia prolongadas (acima de uma hora)
  •  Cirurgia de quadril ou de joelho
  •  Câncer
  •  Insuficiência Cardíaca
  •  Doenças cerebrovasculares – infarto do coração, AVE (derrame)
  •  Cateteres de longa permanência (hemodiálise ou quimioterapia)
  •  Viagens Prolongadas (acima de quatro horas)
  •  Trombofilias

O diagnóstico da Trombose pode ser feito por Ecodoppler colorido de membros inferiores que quando realizado por médico experiente apresenta sensibilidade maior que 90% para o diagnóstico. Outros exames como o D-dímero podem ser utilizados como auxiliares do diagnóstico.

O tratamento da trombose é feito com objetivo de minimizar as sequelas no membro acometido e principalmente evitar o Tromboembolismo Pulmonar (TEP) – que é quando ocorre um desprendimento de um fragmento do trombo da perna que através da circulação sistêmica para no pulmão, ocluindo um vaso da circulação pulmonar, ocasionando infarto pulmonar. A gravidade deste quadro depende do calibre do vaso acometido e o quadro clínico pode variar de assintomático até dispnéia (falta de ar) grave com necessidade de ventilação por aparelhos e internação na UTI. A medicação mais utilizada no tratamento é a heparina, a varfarina e atualmente a rivaroxabana, todas medicações que impedem a coagulação do sangue, tornando-o “mais fino”. Como tratamento ainda temos trombólise local e o implante de filtro de veia cava para os casos mais graves e com comprometimento sistêmico maior, ambos realizados através da técnica de cateterismo. O tempo de tratamento e a modalidade escolhida vai depender da avaliação médica, da veia acometida, da extensão da trombose, da intensidade dos sintomas, mas pode variar de três meses até um ano, ou mesmo ser indicado de forma contínua, perene.

A prevenção dos casos de trombose é a melhor forma de evitar complicações. Uma vez que foram identificados os fatores de risco descritos acima, é importante a avaliação do cirurgião vascular para determinar a melhor forma de prevenção. De uma forma geral, a deambulação precoce, o uso de meias compressivas, uso de doses apropriadas de heparina, uso de compressores intermitentes de panturrilha são usados para evitarmos a trombose. Quanto mais fatores o paciente apresentar, mais cuidados deveremos ter com a prevenção da Trombose.

Cuidados com pé diabético

Pé diabético é um termo genérico que utilizamos para definir complicações em extremidades inferiores causadas pelo controle insatisfatório do Diabetes Mellitus. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, estima-se que mais de doze milhões de pessoas sejam portadoras desta doença no Brasil.

As complicações mais comuns são: isquêmicas, infecciosas, ortopédicas e neuropatas.

- Isquêmicas: A inflamação causada nas artérias pelos níveis elevados de glicose no sangue, aceleram o processo de deposição de gordura na parede das artérias, causando as placas de ateroma. Com o passar do tempo, essas placas aumentam de tamanho prejudicando a livre circulação do sangue, até que obstruem o vaso o que é responsável por Infartos cardíacos, AVC (famoso derrame), úlceras isquêmicas (feridas que não cicatrizam), necrose de extremidades (especialmente dedos de pés). Todas essas complicações causam dor, sofrimento e queda na qualidade de vida, com evolução para insuficiência cardíaca, Nefropatia diabética (rim para de funcionar e é necessário iniciar hemodiálise), retinopatia diabética (cegueira), amputações dentre outros. As úlceras isquêmicas são lesões dolorosas que surgem após pequenos traumas e que não cicatrizam, com tendência a aumentar e piorar progressivamente, podendo evoluiu para gangrena e amputação de dedos ou perna.

- Neuropática: Os níveis elevados de glicemia no sangue (taxa de glicose), causam inflamação nos nervos que ao longo dos anos vão sendo prejudicados e param de funcionar, ou seja, param de enviar os estímulos táteis, vibratórios e dolorosos para cérebro, onde serão interpretados como sensação de pressão, sensação vibratória e sensação de dor. A falta de sensibilidade no paciente com diabetes ocorre mais frequentemente nos pés, o que aumenta o risco de lesões que passam despercebidas, tais como bolhas, calos, frieiras, micoses e pequenos machucados. A dificuldade de cicatrização própria do diabético aumenta o risco dessas lesões evoluírem para úlceras crônicas que podem infectar e isso aumenta o risco de amputação.

- Infecciosa: Os pequenos machucados que surgem pela falta de sensibilidade no pé do paciente que tem diabetes podem aumentar de tamanho sem serem percebidos e com o passar do tempo, bactérias próprias do meio ambiente colonizam a ferida e passam a causar um intenso processo inflamatório que conhecemos como infecção. A infecção causa dor, vermelhidão, saída de secreção purulenta, odor fétido e aumento da úlcera que se torna crônica, ou seja, temos dificuldade de cicatrizá-la. A medida que a infecção não é tratada, ela progride pelos tecidos, acometendo sucessivamente pele, tecido adiposo (gordura embaixo da pele), músculos, tendões e osso. Quanto mais profunda for a infecção, mais difícil será controlá-la, sendo por vezes necessário internação hospitalar para tratar antibióticos venosos, curativos especiais e até mesmo necessidade de limpeza cirúrgica, sendo que esta última pode variar de um simples desbridamento até a amputação do membro comprometido.

Diante disso, fica claro a necessidade de prevenirmos as complicações causadas pela diabetes, haja visto que as complicações causam transtornos pessoais, sociais e familiares muito intensos, com queda na qualidade de vida dos paciente e familiares envolvidos.
O que fazer para prevenir complicações do diabetes:

1) NUNCA andar descalço – para evitar pisar em pedras, galhos, espinhos.
2) NÃO USAR CHINELO DE DEDO – tipo Havaiana – causa lesão entre os dedos pelo atrito.
3) Usar sapatos confortáveis, cuja sola seja dura por fora e macia por dentro e que haja ajuste regulável com velcro– tipo papete. Isso evita áreas anômalas de pressão.
4) Fazer inspeção dos pés diariamente em busca de bolhas, calos, áreas avermelhadas , micoses – pedir ajuda de familiares.
5) NÃO fazer escalda pé – mergulhar pés em água quente.
6) NUNCA CORTAR o canto das unhas – cortar as unhas reto, deixando 1mm acima da borda da pele e lixar os cantos, mantendo as unhas em formato quadrado – acompanhar com podólogo especializado pelo menos uma vez por mês.
7) Hidratar as pernas e pés várias vezes ao dia com dersani ou outro óleo de sua preferência. Não passar hidratante entre os dedos dos pés.
8) Acompanhar com seu médico cirurgião vascular pelo menos uma vez a cada 6 meses para prevenir todas essas lesões nos pés e em caso de surgimento de qualquer tipo de lesão, procurar o cirurgião vascular IMEDIATAMENTE.

Varizes

As varizes são veias superficiais anormais, dilatadas, cilíndricas ou saculares, tortuosas e alongadas, caracterizando uma alteração funcional da circulação venosa do organismo, com maior incidência no sexo feminino.

As principais queixas clínicas dos pacientes são: dor tipo “queimação” ou “cansaço”, sensação das pernas estarem pesadas ou ardendo, edema (inchaço) das pernas, principalmente ao redor do tornozelo, que, frequentemente, melhoram com a elevação dos membros inferiores e agravam-se no fim do dia, quando se permanece por longo tempo em pé ou sentado, no calor, nos períodos próximo ou durante a menstruação e também durante a gravidez.

Não existe nenhuma relação estabelecida entre a formação de varizes e depilação ou uso de salto alto, assim como não há influência com relação a carregar peso. Subir escada pode ser considerado até um exercício físico, portanto, ajuda a incrementar o retorno venoso.

A ginástica, desde que recomendada pelo médico e acompanhada por professores de educação física, não só não provoca varizes como também é bastante aconselhável para evitá-las. Quanto à musculação, desde que não seja exagerada, não tem contra-indicação.

Dicas úteis para evitar varizes:

  • Evitar ganhos exacerbados de peso. EMAGREÇA!!!
  • Dieta rica em fibras para evitar a constipação intestinal.
  • Procurar não permanecer muito tempo parado em pé ou sentado.
  • Não usar cintas abdominais apertadas.
  • Realizar caminhadas e/ou exercícios físicos com supervisão médica.
  • NÃO FUMAR!!!
  • Utilizar sistematicamente meias elásticas, principalmente durante a gravidez.
  • Evitar hormônios anticoncepcionais.
  • Consulte regularmente seu angiologista/cirurgião vascular!

O tratamento específico das varizes depende, fundamentalmente, da veia a ser tratada. Aqueles cordões varicosos, salientes e visíveis, que elevam a pele, e aquelas pequenas veias de trajeto tortuoso ou retilíneo são de tratamento cirúrgico; já as telangiectasias ou aranhas vasculares devem ser tratadas pela escleroterapia (injeção de uma solução esclerosante dentro destes vasos).

As veias que são retiradas, por estarem doentes, não colaboram para a circulação; ao contrário, sua retirada causa melhoria na drenagem venosa dos membros inferiores, aliviando sintomas e prevenindo as implicações da evolução da doença.

Naqueles pacientes que não querem ou não podem fazer nenhum dos tipos de tratamento citados, pode ser empregado o tratamento clínico com medicamentos, elevação dos membros inferiores e, fundamentalmente, o uso de meia elástica.

Fonte: SBACV

A randomized clinical trial of endovenous laser ablation versus conventional surgery for small saphenous varicose veins

Background: This randomized clinical trial compared endovenous laser ablation (EVLA) and surgical ligation with attempted stripping in the treatment of small saphenous vein (SSV) insufficiency. The early results demonstrated that EVLA was more likely to eradicate axial reflux and was also associated with a faster recovery, lower periprocedural pain,
and fewer sensory complications. The aim of this 2-year follow-up was to establish whether these benefits remained stable over time and whether these improved technical outcomes were associated with less clinical recurrence.

Para ler todo o artigo clique aqui.

Vasculite cutânea de pequenos vasos: subtipos e tratamento

Por Hebert Roberto Clivati Brandt, Marcelo Arnone, Neusa Yuriko Sakai Valente, Paulo Ricardo Criado e Mirian Nacagami Sotto.

Vasculite cutânea de pequenos vasos refere-se a grupo de doenças geralmente caracterizado por púrpura palpável, causada por vasculite leucocitoclástica das vênulas pós-capilares. Vasculites podem variar em gravidade, podendo manifestar-se como doença autolimitada, com acometimento de único órgão, ou como doença sistêmica, acometendo múltiplos órgãos, e evoluir para quadro de falência de múltiplos órgãos e sistemas. Esse grupo de doenças apresenta-se como desafio para o dermatologista, incluindo classificação e diagnóstico, avaliação laboratorial, tratamento e a necessidade de seguimento cuidadoso. Neste artigo são revistos os subtipos de vasculites cutâneas dos pequenos vasos e as opções atuais de tratamento; apresenta-se também abordagem detalhada para o diagnóstico e o tratamento do paciente com suspeita de vasculite cutânea e sistêmica.

Para ler todo artigo clique aqui.

Aneurismas

Em princípio, qualquer artéria pode ser acometida, mas é a aorta abdominal, especialmente em seu segmento abaixo das artérias renais, a mais frequentemente envolvida pelo aneurisma. Uma vez enfraquecida a parede arterial, ela cede à constante pressão pulsátil do sangue em seu interior e, se dilata. A partir daí e, de acordo com conceitos de leis físicas, essa dilatação aumenta cada vez mais, progredindo inexoravelmente para a rotura da artéria, situação sempre de extrema gravidade, que pode culminar com o óbito do paciente, as vezes até mesmo antes que ele consiga alcançar recurso médicos.

A probabilidade de rotura é diretamente proporcional ao tamanho do aneurisma, mais especificamente ao seu diâmetro. De modo geral, considera-se que a partir de 4 cm de diâmetro, todo aneurisma da aorta abdominal deva ser tratado, de forma a evitar sua complicação maior, a rotura.

Outro dado relevante nesta patologia é a ausência de sintomas em grande número de casos. Ou seja, o portador do aneurisma nada sente no início, podendo as manifestações aparecer apenas tardiamente, quando, pelo volume, a dilatação começa a comprimir estruturas vizinhas na cavidade abdominal, ou ainda, surgir apenas na vigência da expansão aguda ou da rotura, em decorrência da hemorragia interna.

O diagnóstico é possível no mais das vezes apenas pelo exame físico. A simples palpação do trajeto arterial evidencia sua dilatação e expansibilidade. Quando não, exames como a ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou arteriografia, vão confirmá-lo e possibilitar o planejamento da operação.

Esta patologia se reveste de grande importância e o sucesso do tratamento – sempre cirúrgico e prioritário – depende do diagnóstico precoce e da operação planejada e executada antes da rotura, por equipe experiente de especialistas, em hospitais bem equipados.

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Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito. Aristóteles